Sexta-feira, Novembro 28, 2008

Aula de Ética, Deontologia e Aspectos Jurídicos da Profissão:
"...cada vez mais, banimos a morte de nossa casa"

Mais uma vez, abordamos a morte.
Cuidados paliativos, a morte como fenómeno social, envelhecimento, dor, doença de Parkinson, doença de Alzheimer…
São temas interessantes, mas um pouco mórbidos.
É impossível estudá-los todos na mesma altura. Não porque o dia não tem horas suficientes, mas porque chegamos a meio e estamos… tristes. É tudo à volta do mesmo assunto: a morte, o sofrimento e doenças incapacitantes.
Sim, é algo que se encontra presente no nosso quotidiano, mas já se tornou um pouco aborrecido por serem todos eles temas “cinzentos”.
Deveriam ser abordados separadamente e não tudo seguido. Mas aparte os conhecimentos científicos que aprendemos, adquirimos uma nova perspectiva, um novo olhar sobre o idoso, sobre o paciente com doença incapacitante e sobre a doença em si e suas repercussões na pessoa holística e respectiva família.













(Agora percebo a expressão "temos pena". Dou-lhe um novo significado. xD)

Terça-feira, Novembro 25, 2008

No comboio, a caminho de Porto-Campanhã

Sinto-me bem.
Não sei explicar, sinto-me leve, livre, despreocupada.
Sinto-me quente por dentro.
E o Sol a acariciar-me a cara através dos vidros sujos do comboio sabe tão bem!

Ver os campos de um verde sem fim, as vinhas em tons de vermelho, os labirintos de pinheiros e eucaliptos, uma casa solitária que parece um palácio de contos de fadas entre os campos…

Adoro andar de comboio. O andar melancólico e monótono faz-me viajar para mundos distantes, para lugares recônditos da minha mente.

E sinto-me tão bem! É extremamente difícil expressar por palavras o sentimento que me preenche totalmente.

As minhas mãos tremem. E não é do baloiçar do comboio.
Estou nervosa.
Apetece-me gritar, correr, saltar, deitar-me na relva fresca a comer maçãs, molhar os pés na água fria da praia…

Paisagens tão lindas… porque deixei a máquina fotográfica em casa?! Os meus olhos e mente não conseguem albergar tamanha beleza.
Sempre foi assim tão belo, ou o que sinto é que me faz ver as coisas em todo o seu esplendor?

Gosto de seguir com o olhar os fios eléctricos que acompanham o comboio. É embalador e hipnotizante.

Sorrir… como eu adoro!

E o riso enche-me por completo!