Terça-feira, Agosto 26, 2008

Nadadora Salvadora | Socorrista | Life Guard

O Sol bate na água e o seu reflexo impede-me de abrir os olhos. Fico, então, obrigada a semi-cerrá-los.
Como não vejo correctamente, imagino.
Imagino cenários, personagens, enredos. Histórias que se dissipam como fumo quando abro os olhos ou quando algo me distrai.
Os gritos das crianças, o chapinhar na água, os passos apressados de quem tenta correr sem que eu veja… Tudo isto já me passa despercebido, já nem ouço.


Levanto os olhos.
Passeio o olhar pela piscina para me certificar que ninguém fez asneiras, que ninguém salta de onde não deve, que ninguém brinca com bolas ou com as bóias.


Olho para o relógio: 13.52 horas.
Mais 8 minutos para poder despir o fato de banho, vestir o biquíni e divertir-me como uma pessoa normal. Ou então ir para casa, ler, escrever, passear, fazer nenhum…


13.56 horas.
O tempo demora a passar.
Ninguém se aleija, ninguém faz uma ferida pequena para poder fazer um curativo e colocar um penso ou uma compressa… basicamente, para me distrair um bocado.

O azul da água cega-me, o Sol queima, mesmo estando à sombra.

Esta é a pior hora. Foi toda a gente almoçar e fico apenas a olhar para 3 pessoas que se divertem na água.


Chegou o Luís, vem fazer o turno da tarde.


Vou embora.

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