Quarta-feira, Novembro 29, 2006

Cronómetro dourado

No fim de semana passado, estive a arbitrar umas provas de natação em Braga (sou Juiz de Terceira) e deparei-me com um acontecimento engraçado: um pai de uma atleta, que lá achou que na bancada via melhor do que o árbitro que lhe desclassificou a filha, no final queria falar com o dito árbitro e expor o seu ponto de vista (sempre é melhor do que fazer uma reclamação, tendo em conta que na nataçao, uma reclamação só pode ser feita por escrito, entregue ao Juiz Árbitro e com um depósito no valor de 100 francos suiços ou equivalente). O pai, lá pensou que aquilo era como no futebol, em que se pode mandar vir com os árbitros e atirar cadeiras a estes (por acaso, isto até se pode... ou então atira-se o pai para a piscina para ajudar o filho a ganhar (e isto é verdade!)).
É que esta gente não se apercebe que nas bancadas não se vê tão bem. Não se vê se o atleta, na viragem, toca na parede alternadamente ou simultanemente, se toca na parede com uma ou duas mãos, ou se chega a tocar na parede!
É ridículo!
Daqui a pouco temos o caso do cronómetro dourado, com casos de subornos em dinheiro ou em meninas ou assim... Se bem que é um pouco dificil fazer isto... Se quisermos subornar um árbitro para não desclassificar um atleta, temos que subornar o Juiz de Viragens correspondente à pista do atleta (e as posições dos árbitros só se sabe no dia da prova e não são iguais para os dias de provas restantes, se houver), o Cronometrista correspondente à pista, o Juiz de Partidas (caso o atleta faça falsa partida), o Juiz de Chegada, O Juiz Árbitro e os Juizes de estilos (aproximadamente 4).
É muito dinheiro e muita menina....



Ah, e o episódio do pai que se atirou para a piscina foi o seguinte: no ano passado, ou à dois anos, não sei bem, nos Torneios Zonais de Piscina Curta de Infantis, estava a decorrer uma prova e o pai de um dos atletas que estava a nadar, ao ver o filho em segundo, atira-se da bancada para a piscina e agarra no pé do que ia em primeiro!
Mas que raio lhe passou pela cabeça? Será que pensava mesmo que assim estava a AJUDAR o filho?

Sábado, Novembro 18, 2006

Li agora que George W. Bush acabou de lançar a AETA (Animal Enterprise Protection Act -ACTO DE PROTEÇÃO ANIMAL CONTRA EMPRESA). Segundo a AETA, qualquer defensor dos direitos dos animais é considerado terrorista!
E para piorar, a AETA foi aprovada! Quem imaginaria que algo tão estúpido e irracional pudesse ser aprovado (e dizem que o homem possui a capacidade de discernir o bem do mal, o certo do errado...). No entanto, as circunstâncias não foram, propriamente normais: a votação estava marcada para as 18h30 e isso era o que os congressistas sabiam. Mas, subitamente, a votação foi adiantada para as 15 horas (era sabido que havia mobilização e lobby contra a aprovação da lei e muitos congressistas mostravam-se desfavoráveis à mesma). Sendo assim, no momento da votação, apenas 6 congressistas estavam presentes e só um votou contra. A grande maioria dos mais de 400 não teve tempo para estar na votação em função do adiantamento súbito no horário da votação.
Portanto, a partir de agora, qualquer defensor dos animais, qualquer pessoa que participe numa manifestação sobre os direitos dos mesmo, que informe ou lute por eles, é considerada um terrorista e tratada como um membro da Al Qaeda!?
Que coisa sem pés nem cabeça!

E, como para grande parte dos países (e tendo em conta que os ingleses são quase mais americanos do que propriamente ingleses), não tarda muito a AETA vai ser aprovada por mais alguns países!
Só espero que Portugal não aprove também! Mas tendo em conta que este país é bem servido de políticos que não percebem do que fazem... Temos que ter esperança...



E vendo a liberdade de expressão diminuindo cada vez mais...

Segunda-feira, Novembro 13, 2006

Uma tonta solitária

Há alguns dias tive uma conversa com um amigo que me ajudou a compreender alguns aspectos da minha personalidade. Aspectos que nunca tinha reparado ou aprofundado.
O tema da conversa era o amor verdadeiro e outras coisas relacionadas. Ele acreditava veementemente no amor verdadeiro, no amor que dura uma vida inteira.
Eu simplesmente não.
Como nunca encontrei nenhum amor verdadeiro, não acredito. Assim como também, apesar de ter o testemunho de familiares (casos reais, não histórias), custa-me a crer no amor eterno.
Quando expus os meus pontos de vista e respectivos argumentos, ele comentou que, pela maneira como eu falava, dava para adivinhar o tipo de pessoa que era. Eu pus-me a pensar e apercebi-me, através da conversa, que sou uma pessoa extremamente fria, frieza que so se revela quando os sentimentos e emoções estão por perto, racional apenas na questão dos sentimentos (para o resto, simpesmente não penso), uma pessoa que não liga a sentimentos, ou melhor, que os guarda só para si, escondendo-os do mundo exterior, de maneira a não os "sentir", melancólica, triste e feliz ao mesmo tempo e que encontra a felicidade em coisas simples, como andar descalça na praia, sozinha, com as ondas a beijarem-me os pés e o vento a acariciar-me os cabelos e a face...
Uma pessoa só, como diz a minha mãe, mas feliz na sua solidão...

Terça-feira, Novembro 07, 2006

Campo Pequeno, 26 de Outubro de 2006: MUSE

Foi tão lindo!

O fundo estrelado...

A maior e mais brilhante estrela sentada ao piano...

As suas mãos projectadas no fundo estrelado...

Depois levanta-se, pega na guitarra e põe toda a gente em completo delírio e extâse!

E uma e outra vez...

Os balões a passarem por cima de nós, aqueles riffs de guitarra, o paraíso mesmo ali à nossa frente!









O vídeo não foi gravado pr mim. Tirei-os do youtube.
Créditos: aqui e aqui.

12 horas de viagem, quase 100 euros gastos, quase 7 horas à espera (fila de espera e depois da abertura das portas), um guarda-chuva novo para o lixo para... 1 hora e 50 minutos de concerto...
Mas repetia tudo outra vez! :D

Segunda-feira, Novembro 06, 2006

Início

Crise: descarga emotiva brusca caracterizada por um sentimento de angústia seguido de tremores ou rigidez muscular, de gritos ou de gemidos, e que termina por um acessso de soluços espasmódicos.